As vagas que pedem Power BI mudaram nos últimos anos, e não só na exigência técnica da ferramenta em si. O que se espera hoje de um analista ou desenvolvedor de BI é diferente do que era esperado há pouco tempo.
Da execução para a curadoria
Quando parte do trabalho técnico — escrever fórmulas, revisar modelos, documentar medidas — fica mais rápido com apoio de IA, o valor de quem faz esse trabalho se desloca. Deixa de estar tanto em produzir o relatório e passa a estar em decidir o que vale a pena medir, questionar se um indicador realmente responde à pergunta de negócio, e revisar criticamente o que uma ferramenta sugere.
Comunicação virou parte do trabalho técnico
Saber explicar por que um número mudou, de forma que faça sentido para quem não é da área de dados, deixou de ser uma habilidade “bônus” e passou a ser esperada como parte do trabalho. Isso inclui saber formular bem uma pergunta — tanto para um colega quanto para uma ferramenta de IA — de forma específica o suficiente para obter uma resposta útil.
A base técnica não ficou menos importante
Um erro comum é interpretar essa mudança como “a ferramenta faz o trabalho técnico agora, então preciso saber menos de DAX e modelagem”. É o oposto: para revisar criticamente uma sugestão de IA e perceber quando ela está errada, é preciso entender ainda melhor os fundamentos — senão a tendência é aceitar respostas erradas sem perceber. Esse equilíbrio entre fundamentos técnicos e uso crítico de IA é o eixo central do conteúdo em praxiscursos.com.
O que separa quem se destaca
Nenhuma dessas mudanças torna a experiência técnica dispensável — elas mudam onde essa experiência é aplicada. Quem consegue unir domínio sólido de modelagem e DAX com uso crítico de ferramentas de IA está entregando em dias o que antes levava semanas, sem abrir mão da qualidade da análise.





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